Quando a Prática Se Aprofunda, Também o Olhar Muda
Em algumas tradições, fala-se de centros de energia no corpo como uma imagem para explicar o desenvolvimento da prática. Isto não é motivo para fantasiar sobre milagres, mas uma metáfora que mostra que, à medida que a prática se aprofunda, também muda a forma como vemos.
No início, vemos através do medo, do desejo e da separação. Mas, quando a prática se aprofunda, o coração abre-se, a discriminação rígida suaviza-se, e o olhar torna-se mais amplo. Começamos a ver não apenas aquilo de que gosto ou não gosto, mas também a dor e a vida dos outros seres.
No caminho budista, isto não é procurar experiências especiais. É o amadurecimento da compaixão e da sabedoria. Quando a mente é clara, os olhos que vêem também se tornam mais claros.
Hoje, não olhe para as pessoas apenas através das suas preferências habituais. Deixe que o olhar se torne um pouco mais caloroso, mais amplo e mais tranquilo.
Quando a prática se aprofunda, mudam não só as experiências, mas também os olhos com que vemos o mundo.