Uma mente que age sem permanecer
Um praticante deve falar e agir sem permanecer no apego ao pensamento “eu fiz isto”. Mesmo depois de fazer algo bom, se o pensamento de que eu o fiz se fortalece, até essa boa ação pode levar à discriminação e ao apego centrado no eu.
Isto não significa que não devamos fazer nada. Uma pessoa que compreende a vacuidade não é alguém que nada faz, mas alguém que age corretamente sem apego. Como as ações têm causas e efeitos, a palavra correta e a ação correta são certamente necessárias.
Dar é igual. Ajuda os outros sem permanecer no pensamento “eu dei”; fala sem ficares preso à discriminação de que as tuas palavras estão certas; faz o que deve ser feito sem te agarrares ao resultado. Esta é a mente de um praticante.
Na vida diária, sofremos facilmente com o pensamento: “Eu fiz isto, então porque ninguém reconhece?” Quando notamos e soltamos essa mente, as nossas ações tornam-se mais claras e as relações mais leves.
Hoje, façamos corretamente o que deve ser feito, sem permanecer no pensamento de que eu fiz isto, e vivamos com uma mente livre de apego.
Uma pessoa que compreende a vacuidade não é alguém que nada faz, mas alguém que age corretamente sem apego. Ofereça ajuda sem permanecer no pensamento de ter ajudado. Hoje, pratique agir sem permanecer.