Aprender a ver as pessoas como a natureza
As montanhas são montanhas e a água é água. Muitas vezes aceitamos mais facilmente as mudanças da natureza: o que floresce como florescimento, o que cai como queda, o que muda como mudança.
Com as pessoas, isso não é fácil. Quando alguém da família, um amigo ou uma pessoa com quem trabalhamos age de modo diferente do que desejamos, a mente abala-se facilmente. Mas as pessoas também se movem segundo causas e condições. Isto não significa deixar toda a injustiça sem resposta; significa ver primeiro como a nossa própria mente se move diante dessa pessoa.
Quem pratica aprende ao encontrar pessoas. Saber ceder quando é difícil ceder, examinar a emoção quando é difícil ter paciência, e cuidar primeiro da própria mente antes de corrigir o outro, isso também é prática.
Muitas vezes aceitamos as mudanças da natureza, mas temos mais dificuldade em aceitar as palavras e ações das pessoas. No entanto, as pessoas também se movem segundo causas e condições. A prática não é forçar o outro a mudar, mas ver primeiro a mente que surge diante dele. Hoje, encontremos as pessoas com disposição para ceder e com consciência.