Todos os dharmas são tranquilos, mas as pessoas fazem o próprio ruído
A chuva é apenas chuva. Mas quando a mente acrescenta «gosto» e «não gosto», a mesma chuva torna-se uma bênção para uma pessoa e um obstáculo para outra.
No Xinxin Ming diz-se que, quando a sonolência desaparece, os sonhos também desaparecem; quando a mente não se divide, todos os dharmas regressam a um só sabor. Nem sempre é o mundo em si que nos abala. Muitas vezes o ruído nasce onde a mente se agarra, rejeita e discute com aquilo que é.
A prática é ver a chuva como chuva, o vento como vento, e acalmar a própria mente. Hoje, olhemos em silêncio e não criemos ruído desnecessário dentro de nós.
A chuva é apenas chuva, mas a mente transforma-a em chuva agradável ou em obstáculo. Todos os dharmas são originalmente tranquilos; o ruído nasce quando a mente se agarra e rejeita. Hoje, acalmemos a mente e vejamos as coisas tal como são.