Um dia para aprender a impermanência olhando para as flores
6 de abril - Um dia para aprender a impermanência olhando para as flores
Quando chega a primavera, as flores desabrocham e o mundo fica ainda mais bonito. As pessoas se alegram ao olhar para as flores e as oferecem ao Buda, aspirando que suas próprias vidas também sejam belas e perfumadas como as flores.
Mas as flores não ensinam apenas beleza. Uma flor desabrocha, não permanece e, no fim, cai. Quando chegam o vento e a chuva, ela pode cair ainda mais cedo. Por meio dessa visão, a natureza nos mostra o princípio de que nada no mundo permanece para sempre.
A vida também é assim. Há bons momentos e, embora as coisas pareçam permanecer, elas não permanecem. Os vínculos também chegam quando é a hora certa e se afastam quando seu tempo chega. Assim como abelhas e borboletas visitam as flores quando elas desabrocham, muitos vínculos podem se reunir quando a vida vai bem. Mas, depois que as flores caem, esse lugar também muda. Portanto, não há necessidade de nos apegarmos aos vínculos que chegam, nem de sofrer por nos apegarmos apenas aos vínculos que partem.
O que importa é como vivemos este momento presente. Precisamos de uma vida que não se deixe levar pelos tempos bonitos, que não desmorone facilmente nos tempos difíceis e que pratique com sinceridade a cada momento. Quando olhamos para a natureza, não devemos apenas aproveitar a estação; também devemos ser capazes de aprender o ensinamento contido nela.
Hoje, ao olharmos para as flores que desabrocham e caem, possamos aprender a impermanência, não nos apegar aos vínculos que vêm e vão, e viver plenamente este momento presente.
As flores desabrocham lindamente, mas não permanecem por muito tempo e acabam caindo. Nossa vida e nossos vínculos são assim; não podemos simplesmente nos apegar ao que vem e vai. Portanto, com sinceridade em vez de apego, e atenção desperta em vez de arrependimento, devemos viver plenamente este momento. Hoje, possamos aprender a impermanência com o ensinamento da natureza.