Quando vemos as coisas como elas são, o lugar original se revela
Nas Dez Imagens do Pastoreio do Boi, depois que a pessoa e o boi desapareceram, a natureza aparece exatamente como é. Montanhas são montanhas, água é água, o vento sopra e as flores desabrocham e caem. Não há nada especial a que se agarrar nem nada a forçar a existir.
Mesmo antes do despertar, vemos montanhas e água. Mas nesse momento, desejo e discriminação, afeto e apego atuam juntos, por isso é difícil ver as coisas como elas são. Mesmo quando olhamos para o mesmo objeto, se os hábitos da nossa própria mente interferem, não conseguimos ver o fato diretamente.
A prática não é abandonar o mundo. É recuperar o olhar que vê o mundo como ele é. Quando a discriminação da mente se aquieta, podemos receber as mudanças da natureza, a aparência das pessoas e o fluxo da vida com um pouco mais de leveza.
Isso não significa ser indiferente aos assuntos do mundo. Se pudermos ajudar, devemos ajudar com compaixão e sabedoria; mesmo diante daquilo que não podemos fazer, não devemos perder o bom coração nem a oração. O que importa é a mente com a qual vemos e agimos.
Hoje, deixe um pouco o apego e a discriminação, olhe para aquilo que é tal como é e viva com compaixão e sabedoria.
Montanhas são montanhas e água é água, mas quando a discriminação e o apego interferem, é difícil ver as coisas como elas são. A prática não é abandonar o mundo, mas recuperar o olhar que vê corretamente. Hoje, olhe para aquilo que é tal como é com compaixão e sabedoria.