Quando a mente não tem feridas, nem mesmo o veneno pode entrar
No Dhammapada, há uma palavra que diz que, tal como o veneno não faz mal quando não há ferida na mão, o mal não alcança quem não pratica o mal. Assim como o veneno se infiltra por um lugar ferido, as brechas e oscilações da mente podem fazer-nos sofrer mais profundamente.
Quando praticamos, inúmeros pensamentos ilusórios e pensamentos comuns surgem e desaparecem. Ter muitos pensamentos não significa que a prática desabou. O que importa é a atitude de reparar nesses pensamentos e voltar à concentração.
Mesmo quando a mente parece complicada e carregada de muito karma, se continuarmos a reparar e a praticar com constância, essa complexidade não nos pode abalar por completo. Se não formos apanhados pelos pensamentos ilusórios que vêm e vão, eles passam como nuvens em movimento.
Muitas coisas acontecem no mundo, e também há muitas oscilações entre as pessoas. Mas, se não houver uma grande ferida ou brecha na minha própria mente, os acontecimentos exteriores não se infiltram simplesmente como veneno.
Hoje, antes de culpares o mundo, olha para as feridas e brechas da tua própria mente. Se guardares firmemente a mente com consciência e prática constante, podes manter-te interiormente bem mesmo no meio de muitos pensamentos e situações difíceis.
O Dhammapada ensina que, tal como o veneno não se infiltra quando não há ferida na mão, quem não pratica o mal não é ferido pelo mal. Mesmo que muitos pensamentos ilusórios e comuns surjam durante a prática, quando reparas neles e voltas à concentração, eles não conseguem abalar-te. Embora o mundo seja complicado, se cuidares das feridas e brechas da mente e continuares a praticar, os acontecimentos exteriores não se infiltram como veneno.