A prática se aprofunda quando observamos o oceano da consciência Alaya
Só porque a mente está brevemente calma não significa que todas as raízes desapareceram. Assim como o próprio oceano não desaparece quando as ondas na sua superfície se acalmam, tendências habituais profundas podem permanecer mesmo quando os pensamentos visíveis se aquietam.
No Budismo, a base profunda da mente é explicada através da imagem da consciência alaya. A atividade das cinco consciências sensoriais, da sexta consciência e da sétima consciência é como ondas subindo no oceano. As ondas não existem fora do oceano, mas se o oceano permanecer, a possibilidade de as ondas subirem novamente também permanece.
Portanto, um praticante não deve parar de observar apenas a raiva e o apego que aparecem na superfície. A prática mental se aprofunda quando observamos e abandonamos tendências habituais sutis e até mesmo o apego aos dharmas.
Isso não significa conduzir-se duramente. Pelo contrário, significa não se apegar muito rapidamente ao pensamento: “Eu despertei”. Mesmo quando a calma chega, precisamos da humildade para observar com atenção e da mente que volta a praticar novamente.
Hoje, não olhe apenas para as ondas da sua mente. Olhe para o oceano profundo de onde surgem essas ondas. Uma prática que não permanece na calma superficial, mas ilumina as raízes, firma o caminho da libertação.
Mesmo que as ondas fiquem paradas, as ondas podem subir novamente enquanto o oceano permanecer. A prática é o estudo de observar não apenas os pensamentos visíveis, mas também hábitos profundos e apegos sutis.