A prática de soltar a tensão da mente
O ensinamento de hoje começa com palavras muitas vezes ouvidas no exercício: larga a tensão. Quando um atleta mantém força a mais no corpo, o treinador ou orientador diz-lhe para relaxar. Se o corpo está tenso, o movimento seguinte não sai suavemente, e o movimento do corpo não é natural.
O monge disse que a mente é igual. Quando a mente está tensa, tenta forçar tudo, agarrar-se a tudo, e endurece sob o peso de ter de fazer bem. Quanto mais isto acontece, mais a mente perde a sua naturalidade, e o movimento sábio do momento seguinte fica facilmente bloqueado.
Soltar a tensão da mente não significa não fazer nada. Antes, significa pousar a tensão e o apego desnecessários, para que a naturalidade original da mente possa aparecer. Tal como o bom movimento vem quando o corpo relaxa, as palavras e ações continuam de forma mais suave e correta quando a mente larga a sua força.
Na prática é o mesmo. O despertar não se alcança agarrando-o à força; abre-se sobre a base de uma mente natural. E essa mente não deve ficar apenas no desejo de conforto para si própria, mas continuar num coração mais amplo que deseja que todos os seres despertem juntos e fiquem em paz.
Hoje, quando sentires a mente rígida, pára por um momento. Ao libertares a tensão dos ombros e das mãos, larga também um pouco da força na mente. Dentro da naturalidade, a próxima palavra, a próxima ação e o próximo dia continuarão com mais paz.
Quando o corpo está tenso, o movimento seguinte não sai naturalmente; quando a mente está tensa, palavras e ações sábias ficam bloqueadas. Quando pousamos a tensão e o apego da mente, a sua naturalidade original aparece, e dessa mente continuam uma vida e uma prática pacíficas.